JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA


Fórum de Discussão
 
 
O Jornal da Incontinência Urinária Feminina abriu este espaço para que você tire suas dúvidas e troque idéias sobre tópicos polêmicos da Incontinência Urinária Feminina.
Neste número teremos a Fisioterapêuta Dra. Mônica Orsi Gameiro, que de forma prática abordará:

"Como a reabilitação do assoalho pélvico pode auxiliar o urologista no tratamento da incontinência urinária feminina?"
 
As diferentes formas de abordagens da incontinência urinária (IU) feminina devem fazer parte do tratamento oferecido à paciente portadora de incontinência, pois desempenham papel significativo entre as opções disponíveis da equipe multiprofissional, além de serem validadas internacionalmente pela International Continence Society (ICS, 2005).
Em todo o mundo a incontinência urinária é um problema comum, com diversas opções de tratamento, tais como a fisioterapia, medicamentos e cirurgia.
O processo de diagnóstico deve ser preferencialmente realizado pela equipe, com objetivo de avaliar e analisar a natureza e severidade da incontinência, além de estimar qual o tipo de intervenção mais eficaz baseada nos testes musculares, quantidade de perda urinária, diário miccional, exame físico, antecedentes e quando for necessário exame urodinâmico. Se não houver a possibilidade de avaliação conjunta, a discussão entre os profissionais dos objetivos e suas etapas, são fundamentais para o sucesso do tratamento.
O tratamento menos invasivo e incômodo deve ser considerado como de primeira escolha.
As modalidades serão diferentes para pacientes com incontinência de esforço, hiperatividade do detrusor ou mista, podendo variar de simples educação e informação até o treinamento com exercícios dos músculos do assoalho pélvico, uso do biofeedback, cones vaginais, estimulação elétrica de baixa freqüência e associação de técnicas fisioterapêuticas com medicamentos e preparação para cirurgia.
O urologista que se dispuser a tratar a incontinência urinária feminina, será importante ter uma visão abrangente do problema, apoio do profissional fisioterapeuta e conhecimento da associação de técnicas de tratamento, baseado na causa da IU que é multifatorial. No entanto, a integração de profissionais habilitados, pode certamente oferecer à portadora de IU, uma indicação apropriada de tratamento, adequada ao seu estilo de vida, além do melhor prognóstico.
Deverá ser suportada pela tela abdominal e (c) o ambiente vaginal pode, frequentemente, ser colonizado pela flora entérica, potencialmente patogênica. Assim, consideramos que não é possível transpor a elevada expectativa de eficácia global das telas verificada nas herniorrfias para as colporrafias.
De outro lado, é inequívoco que o emprego de telas permite a padronização dos procedimentos e, assim, pode contribuir, significativamente, para a rápida disseminação do aprendizado acerca do tratamento dos prolapsos. Além disso, constitui armamentário poderoso em situações limítrofes, tais como os prolapsos de estágio acentuado e recidivados, sobretudo quando houver defeitos do anel pericervical (ou da cúpula vaginal), que representam verdadeiros .desafios para o cirurgião.
Como então dirimir as dúvidas sobre o emprego das telas face a todos estes questionamentos, aos quais se sobrejuntam a inexistência de modelos experimentais do emprego de telas facilmente reprodutíveis ?
Consideramos que, no presente momento do conhecimento, as telas deverão ser empregadas de forma criteriosa nos prolapsos recidivados e de estágio avançado, nas pacientes sem forte expectativa de atividade sexual futura e após cuidadosa orientação. Muitas vezes, a decisão sobre o emprego será intra-operatória, após o cirurgião dissecar as estruturas e verificar se a correção sitio-específica dos defeitos poderá ou não ser realizada.
Paralelamente, caberá aos centros de pesquisa evoluir na pesquisa clínica e experimental do emprego das telas, através de protocolos prospectivos e randomizados, a fim de que seja possível oferecer, no futuro próximo, a melhor evidência possível para a decisão clínica e benefício das pacientes
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